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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Brasil, o preparado, tem 3º tri pior que EUA, União Europeia e BRICS



Associação entre esfriamento da economia induzido pelo governo e crise global segura PIB brasileiro no terceiro trimestre a ponto de o país, que governo e FMI dizem ser um dos mais preparados, ter tido resultado pior do que ricos em crise e colegas emergentes. Segundo ministro da Fazenda, resultado foi localizado e, no fechamento de 2011 e em 2012, Brasil se sairá bem.
André Barrocal

BRASÍLIA – O governo diz há tempos que o Brasil é um dos países mais preparados para suportar os efeitos da crise econômica global e, na semana passada, a diretora-geral do Fundo Montetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, passou por Brasília e saiu com a mesma impressão. A avaliação tem tido respaldo na realidade, mas será bom que todos esqueçam o terceiro trimestre de 2011 em suas análises.

De julho a setembro, o Brasil apresentou um desempenho econômico pior do que União Europeia e Estados Unidos, os polos principais da crise. E do que todos os parceiros de BRICS – Rússia, Índia, China e África do Sul –, o grupo que comanda o mundo emergente.

Do segundo para o terceiro trimestre, o produto interno bruto (PIB), que é a soma das riquezas produzidas, não cresceu (0%), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto isso, a União Europeia crescia 0,2% e os Estados Unidos, 0,5%.

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o PIB brasileiro avançou 2,1%, de acordo com o IBGE. Nos demais BRICS, todos ganham: China (9,1%), Índia (6,9%), Rússia (4,8%) e África do Sul (3,1%).

Governo: "passou"
Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o que aconteceu no terceiro trimestre é “passageiro”, devido à combinação de medidas contra a inflação adotadas pelo governo e crise econômica global.

Ou seja, a crise, que atinge todos em maior ou menos grau, potencializou uma particularidade interna: o país não aguenta crescer ao ritmo de 7,5%, como em 2010, sem que isso pressione a inflação, e por isso o governo vinha trabalhando para esfriar a economia.

Quando o ano terminar, segundo Mantega, vai se verificar que o Brasil crescerá acima de 3%, mais do que os 2% projetados para os Estados Unidos e o 1,5% da União Europeia. Até setembro, o país cresceu 3,2%. Nos cálculos da Fazenda, o resultado final de 2011 será de um valor que não chegará a 3,8%.

“O PIB do terceiro trimestre de fato é pior do que alguns país avançados. Porém, é só nesse trimestre, nos outros nós crescemos mais e vamos crescer mais. É um momento, um período delimitado no tempo”, disse Mantega. “A partir do ano que vem, nós voltaremos a taxas mais elevadas e deixaram para trás o crescimento dos países mais avançados.”


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