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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Polêmica: Imagem de Arafat no metrô de SP incomoda judeus



Alguns judeus da cidade de São Paulo estão "muito incomodados" com a restauração dos painéis da estação Marechal Deodoro do metrô. O motivo é a imagem do líder palestino Yasser Arafat (1929-2004) em meio aos rostos que compõem o painel sobre a "Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão".

Segundo os judeus, "ele defendeu o direito de seu povo de maneira contrária aos direitos humanos. Fez com terrorismo." "Parece perseguição proposital. Colocar essa imagem logo num bairro judaico? O metrô deveria se prestar a promover um bom transporte público e não para importar guerras", disse o médico Alexandre Matone. A obra e a restauração são do artista plástico Gontran Guanaes Netto, que incluiu o rosto de Arafat por ser favorável à causa palestina.

O vice-presidente executivo da Federação Israelita do Estado, Ricardo Berkiensztat, disse que "há pessoas muito identificadas com direitos humanos, e a história dele está envolvida na morte de muitos, a maioria é de civis inocentes", complementa. Já o xeque Jihad Hassan Hammadeh, da União Nacional das Entidades Islâmicas no Brasil, afirmou que "a escolha de Arafat para compor o painel é uma homenagem justa, pois ele recebeu o prêmio Nobel da Paz, em 1994."

Pois bem, este blog pergunta aos judeus paulistas: qual dos governantes israelenses listados a seguir são dignos, então?

Shimon Peres: 9º presidente de Israel, principal responsável por um dos mais hediondos crimes já cometidos no Líbano, o Primeiro Massacre de Qana, durante a Operação Vinhas da Ira, em abril de 1996, com 150 mortos.

Moshe Katsav: 8º presidente, afastado em 2007 por responder processo criminal de estupro e abuso sexual de ex-funcionárias do governo. Renunciou depois de assinar um acordo fora dos tribunais, visando a redução da pena. Declarou-se culpado de vários delitos de assédio sexual, mas não de violação, como tinha sido inicialmente acusado, livrando-se da prisão.

Ariel Sharon: ex-Primeiro-Ministro, responsável pelos massacres dos campos de refugiados de Sabra e Chatila, com 3500 mortos. Ordenou a construção do Muro da Vergonha, o novo apartheid.

Yitzhak Rabin: principal responsável pelo "ataque preventivo" denominado Guerra dos Seis Dias, em que Israel destruiu a Força Aérea Egípcia, invadiu países vizinhos e triplicou o tamanho territorial do país (esse era visto como bonzinho pela mídia).

Ehud Olmert: ex-Primeiro-Ministro envolvido em diversos casos de corrupção, ordenou ataque que matou 37 crianças num vilarejo no Líbano.

Benjamin Netanyahu: atual Primeiro-Ministro, afirmou que pretende atacar em breve o Irã, impediu que ajuda humanitária chegasse à Faixa de Gaza, ordenou em julho deste ano que um tanque abrisse fogo contra manifestantes durante uma manifestação na Síria, em que 22 pessoas morreram e 325 foram feridas.

Golda Meir: ex-Primeira-Ministra, aplicou uma política de medidas extremas contra organizações árabes, chegando a ordenar o assassinato de suas lideranças.

David Ben-Gurion: só uma frase dele - "Devemos usar o terror, o assassínio e a confiscação da terra para libertar a Galileia da sua população árabe."




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